quinta-feira, 21 de março de 2013

Alimentação vs ser feliz?

Há muitos assuntos que gostava de explorar por aqui. Tenho muitas ideias, algumas dicas, preciso sempre de orientações ou conselhos, tenho muito para partilhar. Mas o principal ainda me baila pela cabeça: Porque razão criei eu este blog? Eu sei a resposta. A sério que sei mas fujo dela. Então vejamos: eu adoro um estilo de vida saudável bem como adoro comer. Procuro sempre receitas novas, ingredientes novos (quinoa, massa chinesa e mousse de manga estão no meu top a experimentar brevemente), formas novas de cozinhar. Mas a minha relação com a comida é dúbia porque apesar de o meu peso estar bem para a minha idade e para a minha altura, eu acho sempre que tenho barriguinha a mais ou aqui umas gordurinhas laterais inestéticas. Todas as pessoas que me rodeiam dizem que não, que estou bem assim, que não sou gorda nem tenho "pneu". Mas eu realmente só me sinto bem fisicamente se não tiver esta sensação de inchaço, esta sensação de gordura a mais. Há dias em que acordo e gosto de me ver. Outros dias que só encontro defeitos (a quem é que isto nunca aconteceu?).

No entanto, muito devido à minha profissão, eu olho para mim e sei que estou muito bem. Que sou muito feliz. Que isto é a menor das preocupações que uma pessoa pode ter. Imaginem que recebiam agora um diagnóstico de uma doença terminal ou incapacitante. A que ponto ia mudar a vossa vida? A que ponto vocês iam aproveitar realmente o que é importante? (família, bons amigos, amor, o sol, a praia, o vento a ondular-nos o cabelo). Até que ponto estas preocupações com a alimentação iam ficar de lado? 

É assim que vivo, nestas questões dúbias! Se por um lado quero combater a minha gula e ter uma alimentação o mais saudável possível, por outro sei que a vida é tão curta que devíamos aproveitar mais! E sabem que está provado que se estivermos sempre a pensar no quão vamos engordar com determinado alimento, tendemos a comer mais dele e, consequente, a engordar realmente? Pois é. Um dia de cada vez. Uma vitória de cada vez. Metas pequeninas do género: hoje não vou comer nenhum doce. Hoje não vou comer pão. A minha última resolução foi esquecer as bolachas até à Páscoa. Todo o tipo de bolachas são das piores coisas que podemos ingerir: têm imensas gorduras, açúcar, corantes e conservantes. E não se entusiasmem pelos rótulos chamativos a dizer que as bolachas não têm açúcares adicionados ou que têm poucas calorias ou que não têm gordura. Têm! Eu faço bolachinhas caseiras e sei que se seguir a receita sem manteiga (ou seja, sem gordura), as bolachas não duram mais de 3 semanas/um mês sem começarem a ficar moles (mesmo em recipientes próprios). E que não ficam tão boas e crocantes se não levarem determinada quantidade de açúcar.

Portanto, em jeito de conclusão, eu sei que este blog serve, um bocadinho,para reflectir sobre a minha alimentação, os meus vícios alimentares, as minhas conquistas mas, também, para aprender com todas esta blogosfera, com vocês e, de certo modo, ajudar-nos a sermos mais felizes com o que temos, sem que, para isso, nos tenhamos que resignar!

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