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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Não é fit mas fui experimentar vestidos de noiva!

Dos dias que começam às 7h30, como ontem. Fazer marmitas para um dia que só voltaria a casa às 21h. Tomar o pequeno-almoço reforçado com o mano, colocar os sacos térmicos e os sacos de treino no carro e rumo à cidade onde o meu irmão estuda.
Deixá-lo na faculdade, comprar a prenda dele de aniversário e siga para ver vestidos de noiva.

Foi o primeiro dia. Não tinha grandes expectativas, sabia que o vestido que queria mesmo experimentar estaria em Coimbra. Mas ia decidia em experimentar. Será que conseguia encontrar algo que gostasse? Será que o modelo com que sonhava era o que efectivamente me ia ficar bem? Será que ia chorar?
Não chorei, o modelo que idealizei é efectivamente o que me fica bem, adorei ver os meus braços definidos nos espelhos e as pernas a ganhar músculo. Não gostei tanto de ver aqui o externo vincado mas isso dá para esconder :p Não chorei, não achei o "tal" e, sem esperar, experimentei o vestido que achei que ia adorar (o da foto) e foi uma pequena desilusão (ainda bem, o preço era escandaloso). Mas gostei de muitos. Queria a avó e a mãe ali comigo mas já ficou agendado para a próxima semana.

Gostei de me ver em modo princesa. Mas só me imaginava a tropeçar naquele tecido todo :p Tirei fotos. Muitas fotos.

Fui almoçar, entretanto, com o mano, onde discutimos os Invitacional do Crossfit ao mesmo tempo que lhe contava da demanda dos vestidos. Optámos pelo vitaminas e bebemos o café da praxe. Ele vai de novo para as aulas e eu inicio a busca pelos presentes de Natal. Já orientei mais do que esperava.

Lanche em modo marmita. Viagem até casa, ou melhor, box: terino de Crossfit. Treino matador de pernas. Amanhã vou arrastar-me. Banho.

Visto o pijama, arrumo tudo e ataco o jantar feito pela mãe. Agora, ao ver as fotos, vem aquela sensação doce de missão quase cumprida: o que é a decisão de um vestido para um dia, comparado com tantas decisões importantes?




Estou cansada, estou com sono mas em paz. Venha hoje a semana de trabalho que não é por ser feriado que se pode ficar em casa :D

quarta-feira, 18 de março de 2015

Das minhas corridas- crónica

Hoje corri 10km. Nada de mais. Mas a vontade de sair de casa era zero. O pequeno-almoço começou por me atrasar: a waffle bonitinha que esperava, feita com farinha de mandioca (e que pensava que ia poder partilhar a receita), colou-se toda na máquina e tive de comer tudo aos pedaços. Estava boa, principalmente porque também soube conjugar os toppings mas estava desfeita, imprópria para fotos. E a visão da máquina toda suja só me deixou ainda mais chateada!

Mas tudo beeeem. Pego nos mp4, no relógio com gps e esqueço a máquina. Fica para depois. Saio rumo ao parque onde começo a correr e faço sempre os primeiros 2km. Pernas pesadas, motivação ainda muito em baixo. Carrego no play e aí vamos nós. Foram 2 km chatos mas quando saio para as ruas, a coisa muda. Na minha cabeça passam muitas ideias, muitos pensamentos, muitas inquietudes, muitos planos, muitas dúvidas, muitos receios. Passa tudo, passa a música, mas as pernas já não doem. Apanho vento, apanho pequenas subidas e sei que hoje só farei 10km. Porquê? Não sei.

Às vezes tenho medo de falhar. O meu máximo foram 14km o que é pouco para quem corre já há 2 anos e para quem quer fazer o meia-maratona daqui a poucos meses. E tantas vezes eu sei que podia ter dado mais. Que podia ter corrido mais. Que os joelhos e o pé me deixam voar mais alto. Que as sapatilhas novas são topo. Que a música até incentiva. Que, que que....

Hoje corri 10km mas podia ter corrido mais. A chuva ainda vinha longe. Até conversei com um senhor que também estava a correr e que me incentivou. Hoje terminei bem, apesar deste handicap.
Acabei e agradeci. Porque, como já disse, a corrida é uma forma de oração para mim. Não me interpretem mal. Eu sou Católica mas é nestes momentos de corrida e de término da mesma em que me sinto em maior comunhão com Deus. Às vezes tenho epifanias, outras escrevo poemas mentalmente (eu já escrevi muita poesia), outras reconheço onde errei e trato de reverter a situação. A corrida regenera-me. Primeiro mata-me, no início. Não pensem que me sinto sempre motivada para ir correr. Mas depois, quando tudo corre, literalmente, bem, eu fico num tal estado de paz que não vos consigo explicar de maneira nenhuma.

Ainda tenho muitas barreiras mentais para ultrapassar. Ainda tenho muitos demónios para exorcizar. Ainda. Mas serei eternamente grata pelo que me tem sido dado!